Starcraft 2: Primeiras Impressões

por greven há 545 dias atrás em Starcraft 0 Comentários

Starcraft 2

12 anos passaram desde o primeiro Starcraft (para aqueles com maus a Matemática, estamos a falar do ano da Expo 98!), e aí está o seu sucessor. Com um recorde (anual) de 1 milhão de cópias vendidas em 24 horas o SC2 vem provar a popularidade dos franchisings da Blizzard, vem provar que o género RTS ainda está bem vivo e que o PC como plataforma de jogos está bem e de saúde desde que que os títulos tenham qualidade.

Já tinha participado na beta do Starcraft 2, por isso a componente multiplayer não é uma surpresa para mim. Para quem jogou o primeiro Starcraft vai-se sentir em casa aqui. Muitas unidades mudaram, o jogo está mais do género de “Papel Pedra Tesoura” do que o primeiro, isto é, qualquer unidade tem um ou mais contras naturais, mas essencialmente o “feeling” do jogo é o mesmo. É rápido, aliás, frenético, tem uma curva de aprendizagem bastante alta, o macro é muito importante mas é o micro que distingue os bons jogadores, dos jogadores de topo. Mas se o MP não é uma surpresa total, o Single Player é refrescante apesar de conter claramente elementos de jogos como Company of Heroes ou o Dawn of War 2.

A experiência Single Player

Ao sensação ao jogar o SP do SC2 é a de uma produção alta, muito alta. Tudo no jogo exala qualidade. Os vídeos entre missões com animações das personagens feitos com o motor do jogo são simplesmente sublimes. Leva-nos a pensar quanto tempo faltará para os motores substituírem o Full Motion Video completamente. Os vídeos são relevantes, este é um dos grandes Pros do Starcraft 2. Quando acabamos uma missão senti-mos que fazemos parte da história, os vídeos integram-se na perfeição na história não nos fazendo sentir como em muitos RTSs que estamos a jogar um conjunto de mapas Skirmish. A história no Starcraft 2 apesar de não merecer um prémio Nobel é envolvente, faz-nos sentir parte da mesma.

O Single Player é tão bom que acredito que vá atrair muitos jogadores que não sejam fãs do género (RTS). A apresentação do jogo está sublime e não me canso de referir isto. A variedade das missões é enorme, desde as missões de stealth até segurar a base durante um determinado intervalo de tempo, está tudo lá. O Starcraft 2 é claramente a continuação do SC original mas são claras as influências da Blizzard nos jogos RTS mais recentes. Desta vez temos upgrades a unidades, pontos de research para escolher tecnologias que melhoram as nossas unidades ou edifícios (uma espécie de Talent Points) e podemos escolher as missões a realizar de forma não linear (por vezes tendo que tomar a decisão de fazer uma missão em detrimento de outra).

O jogo tem cerca de 30 missões focadas nos Terran (estão prometidas já duas expansões para os Zerg e para os Protoss). A desculpa da Blizzard para dividir o jogo em 3 partes foi exactamente dar mais missões a cada facção ao mesmo tempo que lhes permite criar uma experiência SP mais envolvente, na minha opinião totalmente conseguido. A juntar às 30 missões temos os vários níveis de dificuldade, os achievements em cada missão, que vão levar muitos jogadores a repetir as missões (muitos achievements são quase um Hard Mode à la World of Warcraft) de forma distinta por forma a obter os achievements. O jogo tem detalhes deliciosos como as notícias entre missões a comentar os nossos feitos, o holograma de uma Night Elf female a dançar.
Starcraft 2 Terran

Conclusão

O jogo não é revolucionário em nenhum sentido, mas é um jogo tipicamente da Blizzard. Pega no já feito e no que melhor se fez, melhorando a um ponto até agora não igualável. É um jogo com uma história que faz sentido, que nos mete no próprio jogo, muito bem produzido e com missões variadas. O próprio Single Player ensina-nos muitos conceitos para o Multiplayer. Na minha opinião, o melhor Single Player num RTS que já joguei até hoje.

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